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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Como entender, interpretar e influenciar o comportamento dos cães



Diversas ciências e estudos contribuem para um entendimento cada vez maior sobre o comportamento dos cães. Através deles podemos entender, interpretar e modificar diversos comportamentos.


Através da etologia, por exemplo, podemos compreender diversos comportamentos que, hoje, não possuem nenhuma função aparente. Somente uma investigação multidisciplinar permite um real entendimento do comportamento do cão dentro de nossas casas.


Vamos desvendar agora as causas de alguns deles! O que dizer do cão que insiste em enterrar ossos entre almofadas, mesmo estando num lugar onde jamais seria roubado? Na verdade, ele age assim porque ancestrais que escondiam comida lhe passaram esse instinto, geração após geração.


Enquanto outros exemplares menos precavidos eram mais atingidos pela fome, os mais bem nutridos puderam se defender e se reproduzir melhor. 

Com isso, deixaram mais descendentes e propagaram mais as próprias características genéticas. 

Foi a partir desse processo que o naturalista Charles Darwin formulou a teoria da evolução das espécies. Um exemplo clássico é o das girafas, com seu longo pescoço que evoluiu para alcançar as folhas do topo das árvores, alimento não disponível para a maioria das espécies. 

O lobo macho que briga para cruzar transmite melhor os seus genes. Se o dócil por um lado evita confrontos, por outro deixa de se acasalar. Isso explica por que cães machos costumam brigar entre si – eles são herdeiros dos genes de ancestrais briguentos.


Por que a cadela tem gravidez psicológica? Algumas cadelas, geralmente após o cio, produzem leite sem ter tido filhotes. 


É a chamada falsa gravidez. Na vida em alcatéia, somente as lobas dominantes se reproduzem. 

Para cuidar dos filhotes, elas contam com a ajuda das demais fêmeas. Produzir leite mesmo sem ter engravidado permite à loba não dominante amamentar a ninhada e liberar a dominante para exercer outros papéis, como o de ajudar a defender o grupo e o de trazer alimentos, aumentando a capacidade de sobrevivência de toda a alcatéia.


O que faz o cão rosnar quando chegamos perto da comida dele? Ao afastar o espertinho pronto a abocanhar um naco adicional de comida, defendendo com agressividade um pedaço de carne da caça recém-abatida, o lobo garante o direito de consumir o alimento em seu poder. 


Quando alguém se aproxima do prato do cão, ele age por instinto e segue o princípio de seus antepassados - não dar moleza é a melhor estratégia! Alguns cães não permitem que outros do mesmo grupo brinquem. Por quê? Uma das habilidades do lobo dominante é impedir que lobos do grupo se unam. Isso evita a possibilidade de ser derrubado do poder por alguns indivíduos que se juntam.

 Ir até uma dupla que interage mais que o necessário e tentar obrigá-la a parar de brincar, de trocar carinhos ou de lutar, é uma forma de dividir para governar e, assim, garantir a prioridade nos acasalamentos e transmitir os genes responsáveis por esse comportamento.


Por que, quando o dono intervém para separar o cão de uma briga, ele pode atacar ainda mais? Ao brigar, o lobo avalia se outros indivíduos no grupo estão a seu lado. 


Caso se sinta "garantido" por um ou mais companheiros, fica mais corajoso, valente e agressivo. Quando um cão briga, ocorre o mesmo. Ao ver o dono berrar e correr na direção dele, imagina que conseguiu um aliado e passa a atacar o adversário com maior empenho.


Por que o cão precisa tanto de companhia? O que leva o cão a ser tão dependente de companhia? Os lobos precisam um dos outros para sobreviver. O exemplar solitário não consegue caçar animais muito grandes e enfrenta maiores dificuldades para se proteger do que o enturmado.



Portanto, estar sozinho pode significar a morte. Por isso, predominam na reprodução os exemplares mais dependentes de companhia.



Os comportamentos herdados são fixos? Alguns comportamentos são difíceis de alterar, outros são facílimos. 


Quando o comportamento instintivo causa problemas, é importante procurar mudar a maneira pré-programada de o cão entender as coisas. 

E, se ele tiver alguma atitude extremamente perigosa, torna-se fundamental inibi-la, aplicando técnicas comportamentais. Como exemplo podemos citar o ataque canino a uma criança que é confundida com uma presa de caçada. 

Nesse caso, não devemos ficar nos justificando. É preciso pedir auxilio a um profissional capacitado.


fonte: Scientific Electronic Library Online

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cachorros latem, mas por quê?



Segundo uma matéria publicada na Veja, intitulada ‘Por que os cachorros latem’, cientistas detectaram 3 grupos de latidos e confirmaram o fato de que sim, os cachorros latem para se comunicar conosco!

A matéria faz uma comparação entre o aprendizado de bebês e o aprendizado de filhotes, nos fazendo compreender que tal qual os bebês humanos, os filhotes de cachorro aprendem por imitação. Um dado bastante interessante citado na matéria é que entre os lobos, a vocalização não é composta de latidos e que estes correspondem apenas a 3% dos sons emitidos por eles.

Para quem convive e até para quem não convive com cachorros uma certeza é unânime, cachorros latem e o latido de cada cão tem uma identidade bastante peculiar que geralmente seus donos são capazes de interpretar de imediato. Tenho hoje 6 cães e sei exatamente qual é a voz de cada um deles e o que significa cada um de seus latidos. Outro fato interessante é que de acordo com o estudo publicado em seu livro The Genius of Dogs, o cientista Brian Hare, registrou que a linguagem do cachorro além de ter se desenvolvido no intuito de se comunicar conosco, da mesma forma como acontece com as crianças, os cachorros também aprenderam a variar o latido, a forma de olhar e até sua movimentação, caso percebam que estão  sendo compreendidos, ou não, ou seja, em sua evolução os cachorros aprimoraram suas habilidades sensoriais para interagir com os humanos.

Se você deseja que seu cachorro pare de latir, precisa ter uma atitude mais calma para que isso aconteça. Gritos ou ficar repetindo sistematicamente não, costumam ter efeito contrário, acentuando o comportamento de euforia. Você precisa chamar a atenção do seu cachorro de outra maneira, provocando algum som que faça ele desviar a atenção e tirar o pensamento daquilo que está provocando os latidos. Quando ele parar, faça que venha até você, acalme-o sem muita festa, deixe que ele deite-se ao seu lado e preste atenção em você, só aí você falará o nome do cachorro e poderá fazer um carinho.

Cachorros latem, isso é fato! E nem todo latido deve ser repreendido, afinal ele pode estar fazendo a guarda de sua casa, por exemplo!
Mas, quando cachorros latem por qualquer motivo, a única forma eficaz para controlar sua ansiedade é estar mais presente. Você terá que observar muito bem o cachorro para identificar o que está perturbando ele e assim, encontrar uma solução que seja adequada. Cachorros solitários, que passeiem pouco, mesmo tendo um quintal grande, geralmente ficarão entediados, principalmente cães mais novos, e por isso podem vir a latir por qualquer motivo.

Um cachorro que passeia regularmente, ao menos 40 minutos, duas vezes ao dia, tende a ser mais tranquilo e latir apenas para se comunicar. Note por exemplo, como os cães de rua não latem tanto, eles andam muito o dia todo, a natureza do cachorro é assim, o caminhar faz parte de seus instintos e privá-lo disso faz com que um turbilhão de emoções brotem em forma de pura ansiedade, portanto geralmente um simples caminhar é o remédio mais indicado. Além disso, reforça o elo entre você e seu cachorro, tornando ele mais obediente e feliz.

Não esqueça também de passear com seu cachorro sempre antes de alimentá-lo e não o oposto. Isso é extremamente importante para condicioná-lo a ser mais calmo. É comum as pessoas alimentarem o cachorro e sair para passear depois, na intenção de que ele faça suas necessidades fora de casa, mas isso não faz bem para ele. Após chegar de um passeio, aguarde algum tempo até que o cachorro se acalme e só após ele estar bem calmo e hidratado, ofereça o alimento. Isso proporcionará ao seu amigo peludo e a você uma atmosfera calma após as refeições. Não esqueça que cães jamais devem se agitar após as refeições, por correr o risco de torção gástrica, principalmente em raças maiores.

fonte: Blog do Cachorro 

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Alimentos que fazem mal para cachorros



Embora uma pequena guloseima não faça mal aos cães de vez em quando, eles devem seguir uma alimentação saudável e adequada, onde não podem constar os seguintes alimentos, que cachorro não pode comer e podem apresentar riscos de saúde graves a eles.

Alimentos que fazem mal para cachorros

Chocolate: os cães – nem nenhum animal – deve comer chocolate, pois, embora seja uma doce tentação para os humanos, para os cães o chocolate torna-se venenoso, provocando sintomas tão preocupantes como: elevada temperatura corporal, sede anormal, agitação elevada, batimento cardíaco irregular ou mais acelerado, vômitos, tremores e convulsões.

Uvas e uvas passas: estes dois alimentos são proibidos para os cães porque afetam negativamente os rins. Se ingeridas, estejam atentos aos seguintes sinais: um cão letárgico, que bebe mais, urina mais e que vomita.

Pêssegos e ameixas: estas frutas não são alimentos indicados para cães devido principalmente ao seu caroço, pois, se for engolido não só pode obstruir os seus intestinos, como causar intoxicação/envenenamento por cianeto.

Abacate: contendo uma toxina chamada persin, o abacate causa danos ao nível do coração se ingerido por cães e os sinais de alerta resumam-se apenas a diarreia e vômitos, por isso, sejam vigilantes!

Nozes de macadâmia: se ingeridas por um cão, afetam negativamente o sistema nervoso e muscular, causando um aumento da temperatura corporal, tremores, fraqueza, letargia e vômitos.

Alho: extremamente prejudicial se for ingerido por um cão, o alho causa danos graves às células vermelhas o que, por sua vez, pode implicar uma anemia, fraqueza, vômitos e urina avermelhada por parte do cão afetado.

Massa de pão: por ainda se encontrar cru, o seu consumo pode causar envenenamento alcoólico num cão uma vez que a fermentação ocorre no trato digestivo. Estejam atentos se o cão apresentar vômitos, diarreia, distensão abdominal, letargia, desorientação, falta de coordenação motora, dificuldades respiratórias, convulsões, tremores e até estados de coma.

Cebola: o seu consumo por um cão pode revelar-se muito grave para o animal, uma vez que a cebola danifica as células vermelhas, provocando reações preocupantes como fraqueza, anemia, urina vermelha e vômitos.

Bebidas alcoólicas: nenhum cão ou outro animal de estimação deve estar exposto a bebidas alcoólicas, uma vez que o seu consumo provoca danos ao nível do sistema nervoso, o que se pode manifestar através de sintomas como: desorientação, letargia, falta de coordenação motora, diarreia, vômitos, dificuldades respiratórias, tremores, convulsões e até estados de coma.

Pastilha elástica: a pastilha elástica, nomeadamente aquela sem açúcar, contém xilitol que será extremamente perigoso para um cão se ingerido, uma vez que estimula a secreção de insulina o que, por sua vez, baixa os níveis de açúcar no sangue. O resultado? Um cão letárgico, sem coordenação motora, com convulsões, icterícia, vômitos e diarreia.

fonte: Blog do Cachorro

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